Ivo S. G. Reis - Artigos, Poesias, Contos e Crônicas
Textos

A data do evento está se aproximando e em 3 meses turistas e delegações estrangeiras começam a chegar. O Brasil está às voltas com uma das maiores crises políticas, econômicas e institucionais da sua história, aparentemente, longe de ser resolvida em tempo hábil para estarem saneadas antes do início das Olimpíadas. O país segue com os seus problemas mas, ao que parece, mais preocupado com o presente e sem olhar para frente. E se olhar, verá que é de se supor que há uma grande possibilidade de que esses problemas não estejam solucionados antes de agosto de 2016, quando começam as Olimpíadas. E aí, o que fazer?

E como se não bastasse, existem os problemas que ainda não eclodiram, como as obras de infraestrutura, os prazos não cumpridos, os orçamentos estourados e superfaturados (alguns já contabilizados), apontando para novos escândalos políticos, que talvez só venham a ser públicos e apurados depois do encerramento das Olimpíadas. Se é inevitável que esses problemas coexistam com o desenrolar das Olimpíadas, a pergunta inevitável é: Será possível dissociar o evento dos problemas brasileiros e esperar que tudo transcorra dentro da normalidade?

Nossa imagem externa está desgastada e alguns países temem mandar suas delegações para cá, não só pelas inseguranças políticas, como pelo receio de contaminação virótica. Por outro lado, diante do calendário, do tempo restante e dos investimentos já feitos, não é possível transferir os eventos para outro país e mesmo o seu simples adiamento seria inviável. Como resolver este imbróglio? Se alguém souber o que o governo está fazendo (está?) para evitar a catástrofe, responda aqui! E se não estiverem fazendo nada – como parece que não estão – apresentem sugestões. Quem sabe surge alguma viável e ainda em tempo de ser posta em prática. Se isso se verificar, vamos utilizar as redes sociais e fazer essas sugestões chegarem às autoridades.

Quando temos um governo inerte e incapaz, a sociedade tem de ajudar. Não podemos permitir que o orgulho e a euforia de sediar as Olimpíadas nos ceguem para a realidade. Isso já aconteceu antes. Mas agora o evento e a visibilidade são maiores e o Brasil está no olho do furacão, com todos os holofotes voltados para a nossa nação. E não é só por conta das Olimpíadas.

Se este texto estiver sendo lido após as Olimpíadas, comparem o que estava previsto com o que realmente aconteceu e avaliem a nossa capacidade ou incapacidade de superar crises.
Ivo S G Reis
Enviado por Ivo S G Reis em 01/04/2016
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